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Escalando o Vulcão Acatenango

Escalando o Vulcão Acatenango

A EXPERIÊNCIA MAIS INCRÍVEL QUE JÁ VIVEMOS

 
Foto: Dia amanhecendo em frente ao Vulcão El Fuego
  A América Central possui uma cadeia de vulcões conhecida como arco vulcânico centro-americano, que se estende da Guatemala até o Panamá. Ao longo desses países, vários vulcões estão ativos e o Vulcão de Fogo, localizado a poucos quilômetros da cidade de Antígua, é considerado um dos mais nervosos e perigosos de toda a extensão. Ele possui 3.763 metros de altura e, ao longo de todos os dias que estivemos na região, ele apresentou alguma atividade – fumaça ou lava. Na sua frente está o Vulcão Acatenango, um pouco mais alto, com 3.976 metros, inativo, o que possibilita sua escalada com uma vista privilegiada do seu irmão gêmeo.

Quer saber qual é a melhor rota para fazer a escalada do Vulcão Acatenango? Nós subimos esse vulcão 2 vezes, uma pelo lado do sol poente e a outra pelo lado do sol nascente, e vamos compartilhar aqui as melhores dicas para você planejar a sua escalada na Guatemala.

Preparação para a Escalada

Para escalar o Vulcão Acatenango é obrigatório estar acompanhado de um guia. Normalmente há saída de guias diariamente, tanto independentes quanto de agências, mas nossa principal recomendação é que você esteja atento à previsão do tempo. Os guias vão te levar montanha acima, faça chuva ou faça sol, por isso, se você quiser garantir uma noite de céu claro e estrelado, procure se informar por você mesmo. Nós usamos o site Mountain-Forecast para escolher a melhor data para nossa escalada e valeu a pena esperar o dia ideal chegar. A previsão do tempo foi cumprida perfeitamente, tivemos uma noite tranquila, sem vento, chuva ou nuvens no céu.

Foto: Céu estrelado na noite em que acampamos de frente para o Vulcão de Fogo, Guatemala

  Se você optar por ir com uma agência, eles oferecem um pacote completo: guia + comida + barraca + saco de dormir. Podem também emprestar roupas de frio, caso você não tenha. Na nossa primeira escalada subimos com a Tropicana. Conseguimos montar um grupo de apenas 4 pessoas – Eu e Léo e um casal de amigos franceses + 1 guia e 1 carregador.

Mesmo a agência preparando a comida nós levamos sanduíches extras e chocolate – comemos tudo que levamos. Também, a recomendação é levar 4 litros de água por pessoa, pois além do consumo ao longo da escalada, no jantar eles usam a água que cada um levou para preparar sopa.
Na nossa segunda subida contratamos um guia local, sem nenhum vínculo com agência. Por conta disso, levamos a nossa própria barraca de chão, saco de dormir, isolante de piso, comida já pronta, lanches, café, caneca, água e tudo mais que usamos ao longo do percurso.
 
Foto: Ale no meio da trilha

É importante mencionar que a subida é bastante puxada. Se você é totalmente sedentário e nunca fez longas caminhadas, recomendamos que se prepare minimamente antes de encarar esse desafio. Vimos algumas pessoas desistindo pelo caminho quando estávamos descendo. Além da inclinação constante o peso da mochila com todos os equipamentos para passar a noite pesam bastante.  

O Trajeto

  Você sabia que existem 2 opções de rotas que levam a distintos pontos de acampamentos no Acatenango? Calma que a gente te explica!

ROTA DO SOL POENTE

Foto: Nosso dia na liderança da reta final na rota do sol poente
A primeira rota que fizemos foi pelo lado do sol poente, onde fica a base da agência Tropicana. É a rota mais longa, porém a cada 1 hora fazíamos paradas para descansar. Na metade do trajeto almoçamos. Iniciamos a trilha às 11h e chegamos no acampamento um pouco depois das 17h, totalizando assim 6 horas de caminhada.

 

ROTA DO SOL NASCENTE


Na nossa segunda subida tomamos um caminho diferente, que nos primeiros metros é igual, mas logo se divide. Esse trajeto é um pouco mais curto que o outro, e na reta final possui uma paisagem bem diferente de seu lado oposto, assim como a zona de acampamento. Do lado do Sol Nascente é onde há maior concentração de zonas de acampamento e diferentes agências. É uma zona menos “privada” e que dá a sensação de que você está um pouco mais longe do Vulcão El Fuego, mas mesmo assim, a vista nos pareceu mais bonita.

Foto: Acampando com nossa barraca do lado do sol nascente

O Vulcão

  O espetáculo da lava escorrendo só é visível a partir do final da tarde. Com baixa luminosidade o contraste do vermelho da lava no céu fica em evidência, e é possível admirar ao longo de toda a noite as diversas explosões do vulcão. A atividade pode variar, e a nossa percepção foi de que em nossa primeira visita ele esteve um pouco mais ativo do que na segunda, mas mesmo assim, o show foi lindo e emocionante.

O celular não é capaz de registrar as explosões noturnas com a mesma beleza que a olho nu vemos. Se a sua expectativa é sair de lá com bons registros, leve uma câmera com possibilidade de tirar fotos em modo manual. Também, leve em conta que as temperaturas na zona de acampamento ficam abaixo de 0, e que as baterias, tanto de celulares quanto de câmeras, costumam durar muito pouco nessas condições. Leve baterias extras e/ ou um power bank.

Foto: Registro que fizemos de uma explosão com o dia já nascendo
Dormir pode ser tarefa difícil, pois a vontade de permanecer admirando as explosões ao longo de toda a noite é enorme. Além disso, cada explosão faz um enorme barulho ecoar por toda a montanha, e as chances de você acordar com elas é alta. Se prepare para poucas horas de sono, mas com uma recompensadora noite inesquecível.  

O dia seguinte

  Após um nascer do sol magnífico de frente para o vulcão, acendemos a fogueira para nos aquecer e tomamos um café quentinho. Logo após todos estarem alimentados, começamos a organizar nossas coisas, desarmar a barraca e nos preparar para a descida. Como para baixo todo santo ajuda, nós fizemos a descida em menos da metade do tempo de subida – apenas 2:30. Apesar de rápida, foi bastante dolorosa, principalmente para nossos joelhos, que foram a todo momento pressionados e chegaram no fim da trilha bambos de tanto cansaço.

Foto: A fogueira vai ser sua melhor amiga para encarar esse acampamento

  Para evitar problemas de bolhas nos pés, tenha o cuidado de usar boas meias e sapatos adequados. Um bastão de trekking também vai fazer toda a diferença para apoiar sua escalada, e na descida ele foi fundamental.  

Qual é o melhor: poente ou nascente?

  Para qualquer um dos lados que você for, vai ter uma experiência incrível. Nós identificamos pontos positivos e negativos em cada um deles, mas não tivemos experiências ruins em nenhum dos lados. Nossa preferência acabou sendo pela beleza das cores e da paisagem como um todo que estava deslumbrante ao longo dos primeiros raios de sol – o lado nascente foi mais bonito. Ainda há um plus: desse lado é possível ver, de longe, a lava escorrendo do Vulcão Pacaya, algo que fica totalmente escondido no lado poente.

Foto: Passando café pela manhã, no acampamento do sol nascente

  Esperamos que você tenha uma linda experiência no Vulcão Acatenango, e se as nossas dicas te ajudaram, conta pra gente! :)   Veja outras dicas da América Central aqui e confira nos nossos destaques do Instagram da Guatemala.

 

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Ale e Léo | @mundi360