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DICAS DA ESTRADA

FRONTEIRAS TERRESTRES NA AMÉRICA CENTRAL

Depois de 2 anos viajando de carro pelo mundo, podemos afirmar que a parte mais chata e burocrática é cruzar as fronteiras terrestres. Isso se tornou ainda mais chato e complicado quando chegamos na América Central.

Essa região é recortada por pequenos países com fama mundial de corrupção, violência e instabilidade política. Mesmo com toda essa carga de pré-conceitos, nós estávamos muito animados em conhecer esse pedaço do mundo e quebrar essas barreiras, buscar o outro lado que pouco se fala: das belezas, da alegria e da receptividade das pessoas.

Infelizmente, mais um golpe do destino tornou nossa passagem pela zona muito difícil e limitada: a pandemia. Em março de 2020, quando tudo começou, estávamos na Costa Rica. Todos os países da América Central fecharam suas fronteiras e nós ficamos “presos” por lá ao longo de 8 meses. Quando chegou o momento da reabertura, pesquisamos muito, entramos em contato com embaixadas para ter todas as informações mais atualizadas possíveis para atravessar as fronteiras da Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala. Aqui vamos compartilhar como foi atravessar as fronteiras da América Central por terra, quais foram as exigências, quanto custou e quanto tempo levamos em cada país.

 

FRONTEIRA DO PANAMÁ

Para chegar no Panamá, vindo da América do Sul, há 2 opções: por terra ou por ar. Infelizmente, não existem estradas que conectam o Panamá com a Colômbia, mesmo esse trecho sendo bastante comum e percorrido por milhares de viajantes todos os anos. Nós optamos por enviar nosso carro por navio, e pegar um avião de Cartagena das Índias, na Colômbia, até a Cidade do Panamá.

carro dentro do container

Foto: Nosso carro sendo transportado por container até o Panamá

Exigências para pessoas:

Para embarcar no voo com destino ao Panamá, é preciso apresentar uma passagem de saída do país. Essa passagem pode ser de avião ou de ônibus, mas precisa ser uma passagem comprada válida. No nosso caso, como enviamos nosso carro de container, apresentamos a documentação do container que dizia que iríamos retirar o veículo no porto para seguir viagem por terra, e foi aceito sem problemas.

 

Brasileiros não precisam de visto para entrar no Panamá. O processo de migração no aeroporto foi rápido e tranquilo, precisamos apresentar a carteira de vacinação de febre amarela.

 

FRONTEIRA TERRESTRE DA COSTA RICA

Foto: Estação de fumigação de veículos para entrar na Costa Rica através do Panamá.

Cruzamos para a Costa Rica em uma fronteira que se chama Sixaola. O processo todo levou cerca de 1:30. Brasileiros não precisam de visto para entrar na Costa Rica.

Exigências:

Foi necessário apresentar comprovante de vacina da febre amarela. Para entrar com o carro, precisamos fazer um seguro obrigatório que custou 49 USD e era válido por 90 dias, o mesmo prazo de permanência do visto de turista que recebemos. No geral foi um processo organizado e fácil.

 

FRONTEIRA TERRESTRE DA NICARÁGUA

Foto: Entrando em solo Nicaraguense, posto de migração em azul em frente.

A partir daqui, os processos se tornaram muito lentos, burocráticos e confusos. A pandemia ajudou a deixar tudo ainda mais difícil, e tivemos que ter uma boa dose de paciência para cruzar a fronteira da Costa Rica com a Guatemala.

Exigências:

De acordo com as fontes oficiais de migração do país, é preciso enviar um email com as informações pessoais, dados como passaporte, endereço por lá, qual a fronteira que irá se apresentar e etc 7 dias antes de se apresentar na fronteira terrestre. No nosso caso, também precisamos enviar um email com o resultado do teste de PCR no dia anterior à nossa entrada por lá. Recomendamos que verifique sempre a informação atualizada na fonte oficial do país, o site do Ministério de Gobernación da Nicarágua.

Chegando na fronteira, apresentamos o passaporte, comprovante de vacina da febre amarela e teste de PCR + uma cópia. Além disso, nos perguntaram sobre o envio do email, e apresentamos uma cópia impressa que comprovava que havíamos enviado o email com a antecedência necessária. Também tínhamos em mãos cópias do documento do carro, carteira de motorista e página principal do passaporte. As taxas de entrada nossas e mais do carro na Nicarágua nos custaram USD 48 no total. Ficamos cerca de 4 horas na fronteira para realizar todos os trâmites.

 

FRONTEIRA TERRESTRE DE HONDURAS

Foto: Ale no posto de imigração terrestre de Honduras.

Cruzamos a fronteira de Nicarágua com Honduras em um ponto que se chama Guasaule. Do lado de Honduras há um pequeno escritório que funciona das 8 às 18h. Foi um processo bastante rápido, mas com muitos detalhes de documentação.

Exigências:

É preciso ter cópia de todos os documentos para cruzar essa fronteira. Inclusive, pela primeira vez nos pediram até cópia da carteira de vacinação da febre amarela. Mas, uma vez com tudo isso em mãos, os processos fluíram de forma rápida.

No total, todas as taxas para entrar em Honduras nos custaram USD 38.

 

FRONTEIRA TERRESTRE DE EL SALVADOR

Foto: Ale finalizando a liberação do carro na Aduana de El Salvador.

Cruzamos de Honduras para El Salvador em um ponto que se chama El Amatillo. Aqui os dois países se conectam por uma ponte, que estava fechada com policiamento, verificando os documentos de cada carro antes de liberar a passagem.

Exigências:

Além do passaporte e teste do covid, também verificaram a vacina da febre amarela. Para a liberação do carro pediram cópias dos documentos, que não tiveram nenhum custo. El Salvador foi o único país da América Central que não nos cobrou nenhuma taxa para cruzar a fronteira! Cerca de 2 horas após o início dos trâmites, fomos liberados.

 

FRONTEIRA TERRESTRE DA GUATEMALA

Foto: Entrando na Guatemala.

Cruzamos de Salvador para a Guatemala em um ponto que se chama Las Chinamas. Também trata-se de uma ponte que separa os países, com um posto de fronteira em cada lado.

Exigências:

Além do passaporte e teste de covid, foi solicitado mais uma vez a carteira de febre amarela. A migração de pessoas foi muito rápida, e para a liberação do carro precisamos apresentar cópias dos documentos. A única taxa que existe para entrar na Guatemala é para quem viaja de carro – pagamos cerca de USD 21 para a aduana e fomos liberados cerca de 2 horas depois.

Se você pretende viajar pela América Central por terra, seja de ônibus, carona ou de carro, essas informações vão te ajudar a não ser surpreendido. Comparando com a América do Sul, a burocracia, custos e tempos para atravessar as fronteiras da América Central são mais longos, demorados e caros, porém viáveis com planejamento e paciência.

 

Nós amamos viajar por essas terras, e você pode acompanhar os lugares por onde passamos aqui:

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Beijo grande,

Ale e Léo

 

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Ale e Leo | @mundi360